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CULTURA NACIONAL

 

INTRODUÇÃO

 

1 - A TRANSIÇÃO CIENTÍFICA CONTEMPORÂNEA

 

2 - A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

 

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Especialmente nas Ciências Humanas, a dificuldade em seguir os critérios científicos objetivos deriva da necessidade ínsita do objeto, algumas vezes petrificado pelo mundo acadêmico, obstaculizando a compreensão da diversidade e da heterogeneidade em que se assenta o desenvolvimento nacional.

O entendimento de uma concepção de cultura contemplando diversidade e heterogeneidade culturais, constituí uma ferramenta proveitosa no estudo da evolução da cultura brasileira, possibilitando uma concepção  de cultura não excludente, que estimula a  criatividade na diversidade, sobrepondo-se a uma óptica individualista  ou fragmentária da realidade, sem os véus de posturas intelectuais que se consideram proprietárias do rigor e das certezas científicas, radicalizando arrogantemente posições negativas ao resgate de manifestações de humanidade, onde o verdadeiro estudo crítico do homem e de sua obra, penetra a sonda da análise em todos os escaninhos até colocar a figura humana na exata perspectiva  de seu tempo e de seu lugar.

Este breve memento, justifica a atitude comedida nos propósitos deste espaço, num momento onde a urgência em descobrir a causa social da atual transição, revela um mínimo de prudência em reconhecer a característica primeira do conhecimento científico como infinito e ilimitado, característica algumas vezes ignorada pelos que dedicam parte de suas vidas a estabelecer fronteiras demarcatórias e organizadoras da realidade, emperrando a visualização de uma nova afetividade que permeia a complexidade contemporânea, onde as relações sociais fazem emergir uma sociedade que carece de reordenação a fim de não se tornar estranha ao homem.

 

1- A TRANSIÇÃO CIENTÍFICA  CONTEMPORÂNEA 

       A coragem e o discernimento da conduta científica que prioriza a investigação, fundamentam o entendimento das especificidades ocorridas nas estruturas sócio-políticas brasileiras, constituindo ponto de partida para a compreensão e prospecção dos problemas atuais, quase sempre resultantes do uso inadequado de recursos para atender interesses individuais, patenteados no comportamento político agressivo e na luta por dinheiro e prestígio, que perpassam muitas instituições.

A transição científica contemporânea, reflete a necessidade imperativa de uma prática planejada da produção do conhecimento coerente com a revolução tecnológica, e deve considerar a emergência de uma lógica civilizatória fundada em novos valores, novos modelos de organização social, novos padrões de acumulação, e, concomitantemente, na aglutinação de tensões e rupturas, transcendendo desta forma o momento de crise, que dá ao termo mudança, um quê de imprevisível e indefinido. 

   A realidade dessa situação, pode ser observada no rompimento das estruturas sociais, perceptível no fim das certezas e das verdades que orientavam os pensamentos, as ações, e no esmaecimento dos paradigmas científicos, especialmente nas Ciências Humanas, que não conseguem mais explicar ou oferecer alternativas válidas, diante do esvaziamento desses paradigmas, apontando para opções  originadas muito mais na prática do que na construção científica, significando, em geral, só refletir sobre questões encontradas nas frustrações das aspirações humanas, expressadas na contínua perversidade sistêmica que reproduz a miséria e o amalgamento do indivíduo.

 A revolução tecnológica, relacionada à mudança  na forma de produção e organização do trabalho e ligada à microeletrônica na comunicação, cria novas estruturas de relacionamentos com uma velocidade acentuada pelas redes técnicas, possibilitando a difusão instantânea da informação no mundo, encurtando espaços, anulando o tempo histórico e efetuando uma aparente globalização de valores culturais que alteram visões tradicionais e onde a análise do surgimento de novas questões aos desafios carreados pelas transformações, recriam o tradicional e o local priorizando mecanismos que promovam a mudança da teoria e do método.

 A postura do cientista social contemporâneo, não pode, entretanto, dispensar  as técnicas e os métodos tradicionais: estes detém as bases para as definições sócio-históricas quando se centra considerações necessárias à percepção da atual realidade nacional e internacional, a fim de compreender as alterações conjunturais que conferem às Ciências Humanas a habilidade de ter da existência  uma representação com eqüidade. 

 

    2 - A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA  

Os diversos ângulos do conhecimento científico praticado no país, evidenciam a existência da grande diversidade de manifestações sócio culturais, indicando a imensa responsabilidade do futuro da pesquisa nacional, que ao buscar a resolução para os problemas, deverá considerar, sempre, um forte elo entre as pesquisas pioneiras e as pesquisas contemporâneas.        

Essa realidade justifica plenamente o empenho na tentativa de fornecer ao Estado Brasileiro uma parcela ínfima do levantamento informatizado de seu acervo cultural, traduzindo uma tarefa não finda, e cujo desempenho, aqui, constituí tão somente uma verificação en passant da história cultural, evidenciando o valor do passado acumulado de seu povo como riqueza e privilégio que distingue o homem dos animais inferiores.

A utilização dos benefícios tecnológicos - a exemplo da substituição parcial dos livros didáticos pelas redes telecomunicativas -, pode revelar, prazerosamente, o conhecimento científico contido nas obras de antigos e atuais pesquisadores, nacionais e estrangeiros, demonstrando, simultaneamente, que a tecnologia pode e deve ter uma função educacional para o desenvolvimento do país e não somente um meio de ostentação e de futilidades. 

 

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

A emulação pela construção da história cultural, valendo-se deste meio de comunicação, obtém a autonomia e a liberdade de investigação, constituintes do instrumento de transformação indispensável na prática da ciência contemporânea, viabilizando o processo de produção do conhecimento através do fluxo de informações que devem balizar a prática científica voltada para a resolução de problemas espaço-temporais definidos e de produção do conhecimento.

É nesse contexto que este site lança o convite à pesada tarefa  de refletir e transformar a realidade atual do Brasil, contando somente com a vontade e o trabalho de fazer do dever ser uma realidade onde o homem desponte como objetivo central, na certeza de que o resultado da jornada não tem garantia e não pertence à ninguém, porque é cada momento, um pouco de todos nós. Como ocorre a qualquer profissional em determinado momento de sua vida, quando a necessidade de refletir sobre o seu passado questionando a validade da própria existência apresenta a dificuldade de uma resposta satisfatória, observa-se que através deste documento - que tenta compreender a realidade - é dado o privilégio de aprender como os que se dedicam a investigação podem continuar a burlar a morte, graças a aquisição e predominância de uma consciência crítica no entendimento que leva a colocar a clareza e a sabedoria à serviço das gerações vindouras, imbuindo-se da convicção de que a vida representa bem mais do que se tenta fazer.   

            

    Em TEXTOS BRASILEIROS, podem ser encontrados trabalhos de pesquisadores que vêm sendo levantados, esperando despertar o interesse dos que queiram se aventurar a colocar seus estudos neste espaço.

 

   

 

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